professor

mar 172026
 
“Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal.”Mateus 6:13

A palavra periquito designa todo um grupo de aves da família Psittacidae. Diferem consideravelmente entre si quanto à plumagem. Vivem em bandos e, inquietos que são, alegram as matas com a sua algazarra. Alimentam-se de frutos, sementes, entre outros.

Uma das espécies de periquito, o Aratinga aurea (conhecido como periquito-rei), costuma apoderar-se das casas de cupins arborícolas, efetuando, para tal fim, um orifício vertical a um terço daquela construção.

Os periquitos quase sempre são pouco aptos para aprender a falar, e raros são os casos de sucesso tal que sua língua se desembarace, a ponto de conseguirem falar. O naturalista Levaillant registrou, porém, o caso de um Conurus ter conseguido recitar claramente e sem erro, todo o Pai Nosso em holandês. Também Bates teve ocasião de domesticar um periquito do mesmo gênero, ou antes, tendo-o apanhado do meio do bando e entregue a uma mestiça tapuia, esta, ao cabo de dois dias, o devolveu perfeitamente manso e, daí por diante, facilmente aprendeu a falar.

Os tuins, parentes chegados do periquito, vivem aos bandos e, sempre que pousam, os casais logo se juntam, de modo que sempre ficam agrupados de dois em dois. São muito apreciados no cativeiro, não porque aprendam a falar, mas sim por ser interessantíssimo observar sua vidinha de cônjuges amorosos e dedicados. Várias vezes tem-se constatado que, ao morrer um deles, fica o sobrevivente tão acabrunhado que, pouco depois, entristece, definha e morre também.

Uma família tinha um periquito muito manso, que pousava no ombro do dono e entretinha os membros da família, saltando-lhes em torno e permitindo-se toda sorte de liberdades. A essa família chegou um caxinguelê (um esquilo), que um amigo, que se ausentara, deixara ali por alguns dias. O esquilo não compreendeu as intenções do periquito, ao penetrar este em sua gaiola, e tê-lo-ia despedaçado, não tivesse o dono acorrido bem depressa, salvando-o, já ferido.

Como esse periquito precisou de auxílio quando se viu em perigo, assim nós também dependemos de Deus para sermos protegidos do mal, se, sem saber, chegamos a situações perigosas.


Para hoje: Josué 24

mar 162026
 
Mas para vós, que temeis o Meu nome nascerá o Sol da justiça, e salvação trará debaixo das Suas asas. (Malaquias 4:2.

Há duas maneiras em que se pode dar um eclipse. O mais comum, o da Lua, ocorre quando a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua. A Terra então impede que a luz do Sol alcance a Lua, e assim eclipsa-se a Lua.

A outra espécie de eclipse é rara, e os cientistas se entregam a muito estudo prévio para saber quando ocorre. É quando a Lua fica entre o Sol e a Terra. Então se apagam os raios do Sol, lançando a sombra da Lua sobre certas partes da Terra. Os astrônomos então usam seus instrumentos especiais para estudar a coroa e a orla externa do Sol, que não é ocultada pela Lua. Este, então, é o eclipse do Sol.

Normalmente, o Sol brilha com plena força, tanto sobre a Terra como sobre a Lua. Incidindo sobre a Lua, parte de sua luz é refletida de volta para a Terra, a fim de iluminar nossas noites. A Lua continua a receber do Sol a máxima quantidade de luz, até que a Terra se lhe interpõe. E a Terra também continua recebendo plena quantidade de luz do Sol, até que a Lua se põe entre ela e a fonte de luz, o Sol.

Como cristãos, nós alegamos refletir os raios do “Sol da justiça”. Normalmente refletimos esses salutares raios para um mundo escuro e necessitado. Mas há ocasiões em que o mundo se põe entre nós e o “Sol da justiça”, exatamente como a Terra se põe entre o Sol e a Lua. Então incide sobre nós uma sombra, e eclipsa-se nossa justiça.

Há outras ocasiões em que nos tornamos demasiado brilhantes aos nossos próprios olhos, e nos exibimos como sendo justos, por méritos próprios. Nós, os refletores, tornamo-nos então causa de um eclipse do “Sol da justiça” para o mundo. Nosso orgulho projeta uma sombra. Tem de ser mantido o relacionamento devido, para que o produto seja a iluminação do mundo.

“Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti. Porque eis que as trevas cobriram a Terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Sua glória se verá sobre ti.”Isaías 60:1 e 2


Para hoje: Josué 8

mar 162026
 
Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor… que fez os céus e a Terra, o mar e tudo quanto há neles. (S. Mateus 146:1 e 6.

Existe na África uma mosca que bate as asas 120 vezes por segundo. Outros insetos já foram encontrados que batem as asas a uma razão próxima de 2.000 vezes por segundo. Certa espécie de mosca faz um salto mortal em um centésimo de segundo, após o qual voa em direção oposta àquela que tinha antes de dar o salto.

Uma das perguntas que não se conseguiu ainda responder é a de como a mosca doméstica pousa no teto. Para fazer isso, ela tem de pôr-se de cabeça para baixo. Existem várias teorias, mas o feito provavelmente é possibilitado pela aterragem da mosca lateralmente. Ninguém o sabe ao certo.

O inseto de voo mais rápido é a libélula, ou lavandeira. Este nome lhes vem do fato de preferirem a vizinhança dos rios, em cujas margens constroem seus ninhos sobre arbustos. Caçam minúsculos insetos, de que se alimentam. O nome “libélula”, ou “libelinha”, lembra-nos um dos aviões construídos por Santos Dumont, o “Demoiselle”, tão pequenino que o povo lhe deu aquele apelido. Nele o grande inventor saía a dar seus passeios aéreos. A libélula alcança a velocidade de mais de 80 quilômetros por hora.

Existe no Panamá um besouro capaz de voar a 50 quilômetros horários. Por causa de seu corpo duro e resistente, ele representa um verdadeiro risco aos motoristas. Têm-se dado casos de para-brisas partidos ao ocorrer uma colisão entre um deles com o carro.

Um minúsculo inseto denominado podura, ou podurela, assenta-se sobre molas. Seu nome quer dizer: que anda sobre a cauda. Dá saltos de 13 cm. Para o homem igualar essa façanha, teria que dar um salto de 90 metros.

Quando pensamos nos muitos aspectos da maravilhosa Criação divina, talvez não nos lembremos de todos esses minúsculos insetos. Entretanto, alguns dos menores insetos acham-se entre as Suas mais admiráveis criaturas.


Para hoje: Josué 7

mar 142026
 
Aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos Céus. (S. Mateus 18:4

É verdade que somos muitas vezes fascinados por coisas que são as maiores, ou as menores, ou as mais altas, ou mais longas, e assim por diante. Parece ser natural a tendência de comparar coisas entre si, para ver qual delas se avantaja sobre outras.

Você sabe qual é a maior criatura do mundo? É a baleia-azul, um mamífero que chega a pesar mais de 150 toneladas e alcança o comprimento de 30 metros. Portanto, é 30 vezes maior que o elefante, o maior animal de terra seca. O coração da baleia-azul pesa cerca de 500 quilos, e a língua tem o peso incrível de mais de 400 quilos!

A maior ave é, não há dúvida, o avestruz. O maior peixe é o tubarão, que alcança 20 metros de comprimento. O maior réptil de que se tem notícia é um crocodilo da Ásia, que tinha de comprimento 9,90 metros, pesando mais de três toneladas. São capazes de imaginar isso?

A maior criatura que não seja ave, nem mamífero, nem peixe ou réptil, é o grande calamar (em italiano calamaio, isto é, tinteiro, em alusão à sépia, substância escura). É semelhante ao polvo e tem dois braços que podem atingir 10 metros de comprimento. E é difícil acreditar, mas existe uma espécie de caranguejo, nas águas do Japão, que tem corpo de 30 cm de diâmetro e pernas que têm a envergadura de 3,60 m. O maior inseto é o besouro africano Golias, de mais ou menos 15 cm de comprimento.

Modernamente não existe ser humano mais alto que dois metros e quarenta. Mas cremos que Adão tinha mais do dobro da altura do homem mediano de hoje, e que seus descendentes imediatos provavelmente não eram muito menos altos que ele.

De maneira semelhante àquela em que comparamos animais e outros seres animados entre si, muitas vezes nos comparamos uns aos outros, sentindo orgulho por sermos mais altos, ou mais corpulentos, ou mais velhos que Fulano ou Beltrano. Mas nenhum esforço por inflar-nos nos tornará importantes. Aliás, nada importa, absolutamente, quem é o mais alto, ou o mais idoso ou o mais bonito. Jesus sabia como Deus avalia as pessoas, e Ele disse que é quem tem a atitude humilde da criança, que é o maior, no modo divino de avaliar os homens.


Para hoje: Josué 5: 10-15; 6

mar 132026
 
Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! – Salmo 133:1

A marmota é um mamífero roedor. É semelhante ao esquilo (ou serelepe, ou caxinguelê), mas dele se distingue pela deselegância e morosidade da marcha, sendo pouco hábil para trepar e nadar, além de outras características. Encontra-se com frequência nas montanhas, mas prefere geralmente as planícies. Não emigra nunca. Escava galerias subterrâneas profundas e vive em grupos muitas vezes numerosos. Utiliza-se a pele de algumas espécies para agasalhos.

As marmotas têm muitos inimigos. Águias e falcões precipitam-se sobre elas, das alturas; linces e coiotes perseguem-nas em corrida através dos campos; e texugos vão ao seu encalço subterraneamente.

A “cidade” de marmotas divide-se em seções pequenas. Cada colônia dessas se compõe de um clã, onde cada marmota reconhece os direitos de “cidadania” dos outros membros. Todos os membros da colônia participam igualmente das tocas e do alimento. Cada colônia consiste de um ou dois machos adultos, três a cinco fêmeas e qualquer número de filhotes.

Os membros da colônia são muito afeiçoados e brincalhões entre si, mas não querem ter nada a ver com os membros das colônias vizinhas. Muitas vezes há brigas nas fronteiras entre uma e outra colônia, e as marmotinhas aprendem muito cedo a não se afastarem do lar, sob risco de entrarem em dificuldades.

Esses animaizinhos têm podido sobreviver às incursões de seus inimigos porque permanecem firmemente unidos, em estreitos clãs familiares, e porque cooperam uns com os outros. Muito podemos aprender com elas quanto a cuidar uns dos outros, amando os irmãos e levando as cargas uns dos outros.

“Amai-vos uns aos outros, sim, amai-vos; Não haja em vossos gestos nem uns laivos De inveja, de egoísmo ou amargura; Sede, como as crianças, de alma pura; Vivei sem fel, como as pombinhas mansas, Alheios a rancores e vinganças.”


Para hoje: Josué 4

mar 122026
 
Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. (Gênesis 3:1)

Devido ao diabo ter usado a serpente para enganar Eva no jardim do Éden, esse réptil tem sido objeto de muitas alusões, por vezes exageradas. Ellen White faz a seguinte descrição da serpente, tal como se apresentava antes do pecado: “Era então uma das mais sábias e belas criaturas da Terra. Tinha asas, e enquanto voava pelos ares apresentava uma aparência de brilho deslumbrante, tendo a cor e o fulgor de ouro polido.” (Patriarcas e Profetas, pág. 53). Ao sobrevir o pecado, a serpente foi condenada a arrastar-se sobre o ventre, em vez de voar entre o arvoredo, como fazia dantes.

Mas talvez a serpente tenha recebido mais condenação do que mereça. Ela é usada através da Bíblia como ilustração do pecado, e tem mesmo muitas características que se adaptam a semelhante descrição, mas esses traços frequentemente se referem às ações ou ao caráter do diabo. Se pudéssemos separar as características atribuídas a Satanás das qualidades do animal, talvez pudéssemos apreciar o valor das serpentes como cumprindo sua parte no equilíbrio da Natureza.

Existe uma característica física das serpentes que apresenta uma ilustração muito interessante de um traço particular do diabo, e talvez dos seres humanos em geral. Não tendo membros inferiores, a serpente tem de depender das grandes escamas do ventre para se locomover. Essas escamas, ou placas, sobrepõem-se de tal maneira que ela só pode ir para a frente, e nunca para trás.

Como a serpente, da qual recebe o nome, Satanás chegou ao ponto do qual não pôde voltar. A seguir ao primeiro estágio de sua rebelião no Céu, Deus ofereceu perdão a Satanás — naquele tempo chamado Lúcifer — se ele reconhecesse seu erro, cometido por palavra e ação, e se arrependesse. Quase que o fez, mas o orgulho, à semelhança das escamas da serpente, não lhe permitia voltar atrás. Daí temos de aprender uma lição.


Para hoje: Josué 3

mar 112026
 
Avigoram-se as árvores do Senhor, e os cedros do Líbano que Ele plantou, em que as aves fazem seus ninhos. (Salmo 104:16 e 17).

O pau-brasil é uma árvore grande, da família das cesalpiniáceas, que ocorre no Brasil, em outros países sul-americanos e nas Antilhas. É armada de espinhos que se estendem até a ráquis (nervura principal) das folhas; possui galhos abundantes e casca cinzenta e esponjosa. As flores são pequenas e amarelas, formando panículas terminais; o fruto é uma vagem comprida e seca, com sementes pretas. O cerne da madeira é cor de brasa, de onde vem o nome “brasil”, ou pau-brasil, dado pelos portugueses. Por ocasião do início da colonização, o litoral brasileiro era muito rico nessa planta, que ainda hoje é abundante em serras e grotões. Tornou-se objeto de importante comércio, quer por parte dos portugueses, quer de corsários de várias nacionalidades que então infestavam o litoral. Tornou-se tão apreciada que o nome se estendeu ao país. Serve para construção naval, marcenaria de luxo, obras de torno, arcos de violino e dormentes de primeira qualidade. Produz a brasilina, matéria corante vermelha, outrora muito empregada para tingir tecidos de algodão e de seda, bem como na fabricação de tinta de escrever vermelha, mas hoje praticamente em desuso. (Mérito.)

Eurico de Góis refere-se, em sua interessante obra “O Culto e o Amor ao Livro”, a um manuscrito da Biblioteca de Nápoles intitulado “De Arte Illuminandi”, datado do ano 1400 de nossa era. O texto explica que as cores rosa e vermelho, usadas nessas iluminuras, “se fabricam com excelente madeira de brasil (brasilii). Esta não deve ter sido outra que o pau-brasil”. Ter-se-ia explorado o nosso país em tão vasta escala antes da vinda de Cabral? Aliás, não há dúvida de que outros navegadores estiveram aqui antes do almirante português. — A Fascinante História do Livro. (Iluminura era um delicado trabalho de ornamentação executado à mão, muito comum em livros e pergaminhos da Idade Média, constituído de letras ricamente coloridas, folhagens, flores, etc. — Dic.)

Através da Bíblia, árvores são empregadas para representar pessoas. Cristãos sadios são comparados a árvores junto a rios (Salmo 1:3), dos quais absorvem seiva abundante. Podemos comparar essa seiva ao Espírito Santo, que dá força e vigor ao crente.


Para hoje: Josué 2

mar 092026
 
Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundície da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus. — II Coríntios 7:1

O pangolim é um mamífero que habita a Ásia e a África. Tem o corpo alongado, recoberto de escamas ou apêndices córneos sobrepostos uns aos outros em parte, lembrando as telhas de um telhado. A cauda é comprida e os membros são curtos. A boca é desprovida de dentes e a língua é comprida e protrátil (que se pode alongar para a frente).

As escamas possuem bordos cortantes. Quando o animal se enrola, as escamas levantam-se, passando a constituir um meio poderoso de defesa. Alimenta-se principalmente de formigas. Neste, e em outros particulares, lembra o nosso tamanduá-bandeira — esse belo animal que, por motivo da ignorância e crueldade dos caçadores, está em vias de completa extinção. O pangolim passa o dia no oco de uma árvore ou numa toca, de onde sai à noite em busca de comida. Quando sente um perigo, curva a cabeça contra o peito, protege o focinho com as patas dianteiras e enrola-se todo.

Mas o que nos interessa agora é a curiosa maneira pela qual o pangolim faz o seu asseio. Embora possa se “lavar” com sua comprida língua, muitas vezes deixa que as formigas façam a limpeza. Sentado sobre um formigueiro, abre as escamas e deixa que as formigas “limpem” todos os interstícios. Então, o animal se dirige a um rio ou represa próximos, mergulha por um instante e as formigas se afogam.

A Natureza tem mil e um modos de manter as coisas limpas. Parece que uma das regras do viver bem é a limpeza, o asseio. Deus, que fez a Natureza, requer que a limpeza vá mais longe do que a superfície da pele. Como nos diz nosso texto de hoje, Ele pede que nos purifiquemos de toda a sujidade da carne e do espírito. Isto abrange corpo, espírito e alma.

Devemos cultivar pensamentos puros, pensamentos que não deixem resíduos nocivos à saúde da alma. Uma excelente regra de higiene mental acha-se consubstanciada em Filipenses 4:8: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.”


Para hoje: Deuteronômio 34

mar 082026
 
Quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes. — Mateus 25:40.

Um comerciante rico de Nova York, retornando para casa numa tarde fria, encontrou na soleira da porta uma criança pobre, descalça e banhada em lágrimas. Seu coração ficou possuído de compaixão. Tomou-a, alimentou-a, vestiu-a e, entregando-lhe uma cesta com comestíveis e um bom cobertor, mandou-a para casa, dizendo-lhe que viesse a ele cada vez que necessitasse de alimentos, roupa ou combustível.

A mãe, que era viúva, sentiu-se confortada, e sempre que a pobreza a atingia demais, a criança ia à casa do comerciante. Um dia, chegou chorando amargamente. A mãe havia morrido, e ela não tinha ninguém por si, senão o bom comerciante.

Ele providenciou o enterro da falecida e levou a filha para casa até que pudesse escrever aos parentes, porque a mãe se casara contra a vontade dos pais e estava deserdada. Os parentes então vieram buscá-la na casa do comerciante.

Com o correr dos anos, sobreveio um infortúnio ao homem que tão misericordioso havia sido. O falecimento de seus familiares e a bancarrota financeira o deixaram na pobreza e ao desamparo. Um dia sofreu um acidente e foi levado ao hospital. Isso foi noticiado pelos jornais, que fizeram um resumo de sua vida e seu revés.

Uma bondosa senhora leu a notícia e dirigiu-se ao hospital, em visita ao pobre homem, já idoso. A princípio ele não reconheceu nela a pequena que um dia socorrera. Ela havia recebido boa educação, casara-se e vivia na abastança. Nunca esquecera seu primeiro benfeitor, mas não conseguira relembrar os seus traços até o momento em que leu a notícia no jornal. Levou-o para casa e cuidou dele, durante o resto dos dias de sua vida, como se fosse seu próprio pai. — The Illustrator.

Não sabemos quanta influência terá um gesto nosso, e quanta bênção trará. Disse o sábio: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás.” — Eclesiastes 11:1 (Nota: O texto original citava Provérbios, mas este versículo pertence a Eclesiastes).


Ano Bíblico: Deuteronômio 33

mar 072026
 
Declarou-lhes, pois, Jesus: “Eu sou o Pão da vida; o que vem a Mim, jamais terá fome.” S. João 6:35.

Você já notou quantas de nossas hortaliças comuns são raízes da terra? Rabanetes, beterrabas, cenouras, batatas e mandioca são raízes que se encontram na feira e em qualquer supermercado. Essas e outras raízes comestíveis têm salvo pessoas de morrer de fome.

Recentemente, o botânico Davis Cloward foi à Nova Caledônia em busca de várias espécies de bananas silvestres, a fim de usá-las em experiências de hibridação de plantas. Em certa região, encontrou ele os mais sadios e robustos nativos que já vira. Vendo que não havia por ali gado nem plantações vastas, e sabendo que a caça e a pesca não eram correntes, ficou a pensar qual seria o fator responsável por aquela situação. Havia ali moitas de bananeira, mas seriam precisos dois quilos e meio de bananas para alimentar uma pessoa, se seu alimento consistisse apenas nisso. E as bananeiras que Cloward viu não seriam bastantes para manter os habitantes da localidade.

O botânico logo descobriu que o principal alimento daqueles nativos vinha de debaixo da terra: as gigantescas raízes das bananeiras. Essas raízes, que pesavam de 25 a 40 quilos, torradas ou assadas, tinham o gosto de batata-doce, mas eram de paladar melhor ainda. Análises demonstraram que essas raízes continham menos açúcar e mais vitaminas naturais, sais minerais e proteínas do que a batata-inglesa. Os nativos cortavam um pedaço da raiz com o broto e o plantavam, e assim conservavam os bananais. Tinham, deste modo, uma perpétua provisão de excelente alimento.

Os homens pensantes, como temos lido nos jornais, estão preocupados com os problemas que enfrentamos quanto à alimentação dos habitantes do mundo, que aumentam sempre, sem haver um correspondente aumento das fontes produtoras de alimento. Não estará, então, na raiz da bananeira um elemento que mereça as atenções dos responsáveis?

Jesus, a “raiz e a geração de Davi” (Apocalipse 22:16), disse: “Eu sou o Pão da vida; o que vem a Mim, jamais terá fome”. Justamente como os alimentos provenientes de raízes fazem muito para suprir o sustento para o mundo faminto, assim Jesus pode suprir todo o alimento espiritual que precisamos para a vida eterna.


Para hoje: Deuteronômio 32