| Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. (Gênesis 3:1) |
Devido ao diabo ter usado a serpente para enganar Eva no jardim do Éden, esse réptil tem sido objeto de muitas alusões, por vezes exageradas. Ellen White faz a seguinte descrição da serpente, tal como se apresentava antes do pecado: “Era então uma das mais sábias e belas criaturas da Terra. Tinha asas, e enquanto voava pelos ares apresentava uma aparência de brilho deslumbrante, tendo a cor e o fulgor de ouro polido.” (Patriarcas e Profetas, pág. 53). Ao sobrevir o pecado, a serpente foi condenada a arrastar-se sobre o ventre, em vez de voar entre o arvoredo, como fazia dantes.
Mas talvez a serpente tenha recebido mais condenação do que mereça. Ela é usada através da Bíblia como ilustração do pecado, e tem mesmo muitas características que se adaptam a semelhante descrição, mas esses traços frequentemente se referem às ações ou ao caráter do diabo. Se pudéssemos separar as características atribuídas a Satanás das qualidades do animal, talvez pudéssemos apreciar o valor das serpentes como cumprindo sua parte no equilíbrio da Natureza.
Existe uma característica física das serpentes que apresenta uma ilustração muito interessante de um traço particular do diabo, e talvez dos seres humanos em geral. Não tendo membros inferiores, a serpente tem de depender das grandes escamas do ventre para se locomover. Essas escamas, ou placas, sobrepõem-se de tal maneira que ela só pode ir para a frente, e nunca para trás.
Como a serpente, da qual recebe o nome, Satanás chegou ao ponto do qual não pôde voltar. A seguir ao primeiro estágio de sua rebelião no Céu, Deus ofereceu perdão a Satanás — naquele tempo chamado Lúcifer — se ele reconhecesse seu erro, cometido por palavra e ação, e se arrependesse. Quase que o fez, mas o orgulho, à semelhança das escamas da serpente, não lhe permitia voltar atrás. Daí temos de aprender uma lição.
Para hoje: Josué 3