| Avigoram-se as árvores do Senhor, e os cedros do Líbano que Ele plantou, em que as aves fazem seus ninhos. (Salmo 104:16 e 17). |
O pau-brasil é uma árvore grande, da família das cesalpiniáceas, que ocorre no Brasil, em outros países sul-americanos e nas Antilhas. É armada de espinhos que se estendem até a ráquis (nervura principal) das folhas; possui galhos abundantes e casca cinzenta e esponjosa. As flores são pequenas e amarelas, formando panículas terminais; o fruto é uma vagem comprida e seca, com sementes pretas. O cerne da madeira é cor de brasa, de onde vem o nome “brasil”, ou pau-brasil, dado pelos portugueses. Por ocasião do início da colonização, o litoral brasileiro era muito rico
nessa planta, que ainda hoje é abundante em serras e grotões. Tornou-se objeto de importante comércio, quer por parte dos portugueses, quer de corsários de várias nacionalidades que então infestavam o litoral. Tornou-se tão apreciada que o nome se estendeu ao país. Serve para construção naval, marcenaria de luxo, obras de torno, arcos de violino e dormentes de primeira qualidade. Produz a brasilina, matéria corante vermelha, outrora muito empregada para tingir tecidos de algodão e de seda, bem como na fabricação de tinta de escrever vermelha, mas hoje praticamente em desuso. (Mérito.)
Eurico de Góis refere-se, em sua interessante obra “O Culto e o Amor ao Livro”, a um manuscrito da Biblioteca de Nápoles intitulado “De Arte Illuminandi”, datado do ano 1400 de nossa era. O texto explica que as cores rosa e vermelho, usadas nessas iluminuras, “se fabricam com excelente madeira de brasil (brasilii). Esta não deve ter sido outra que o pau-brasil”. Ter-se-ia explorado o nosso país em tão vasta escala antes da vinda de Cabral? Aliás, não há dúvida de que outros navegadores estiveram aqui antes do almirante português. — A Fascinante História do Livro. (Iluminura era um delicado trabalho de ornamentação executado à mão, muito comum em livros e pergaminhos da Idade Média, constituído de letras ricamente coloridas, folhagens, flores, etc. — Dic.)
Através da Bíblia, árvores são empregadas para representar pessoas. Cristãos sadios são comparados a árvores junto a rios (Salmo 1:3), dos quais absorvem seiva abundante. Podemos comparar essa seiva ao Espírito Santo, que dá força e vigor ao crente.
Para hoje: Josué 2