dez 082025
 

“Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.” Romanos 14:7


A despeito do que vocês possam ter ouvido, há muitas plantas chamadas aerófitas que não tiram sua nutrição do ar. Essas plantas aerófitas são, na maioria, de origem hispânica, musgosas, como a conhecida barba-de-velho, que pende de árvores, bem como a maioria das relacionadas com as bromeliáceas. Elas se apegam aos galhos ou troncos de árvores em florestas tropicais. Há pelo menos duas mil espécies em toda a América tropical, e umas duas dúzias delas em partes dos Estados Unidos.

Um aspecto singular das bromeliáceas é que, embora elas se utilizem de árvores para se sustentarem, não tiram o seu alimento de sua árvore hospedeira. Ora, se não vivem do ar e não se alimentam da árvore, de onde obtêm sua nutrição? A resposta é: água. As bromeliáceas que se assemelham ao abacaxi coletam água na base de cada folha. Folhas mortas, insetos e outras matérias em decomposição são aí coletadas e absorvidas pela planta.

A barba-de-velho (musgo espanhol) nem é musgo e nem nativa da Espanha. Quando Lineu, o grande naturalista do século dezoito, deu nome latino à planta, chamou-a Tillandsia, derivando o nome de um de seus estudantes, Tilland. Segundo a História, Tilland tinha tal horror à água que, uma vez, andou mais de 1.600 quilômetros para não ter de fazer uma breve travessia de barco. Lineu supôs que o musgo espanhol também detestasse a água, e deu-lhe aquele nome. Lineu errou, naturalmente, porque a barba-de-velho, ou Tillandsia, depende tanto de água como quaisquer outras espécies da família das bromeliáceas. Quando chove, a planta absorve água e os nutrimentos acompanhantes através dos poros, podendo estes ser firmemente fechados durante o tempo seco a fim de conservar a umidade interna.

Muitos animais, pássaros e insetos dependem das bromeliáceas. Eles bebem em copos naturais de água. A parula warbler se aninha no musgo espanhol. Os esquilos comem as folhas das bromeliáceas, e há mosquitos que só se reproduzem nas bases úmidas de certas plantas aerófitas.

As bromeliáceas, que mostram na vida das plantas como uma forma de vida depende de outra, ilustram bem nosso texto, segundo o qual somos todos interdependentes, isto é, dependemos uns dos outros, e todos dependemos de Deus.


Para hoje: II Cortintios 9

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