| “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura seja libertada.” (Romanos 8:20) |
Se examinarmos sob um microscópio as asas de uma borboleta, notaremos que a superfície é coberta de linhas ou estrias. A luz do Sol, ou de outra fonte, incide nessas estrias e refrata, justamente como faz quando incide num prisma. O ângulo no qual a luz dá na estria determina qual a cor que será transmitida aos nossos olhos. Num ângulo baixo, a cor será púrpura. À medida que subir o ângulo, a cor muda para vermelho, laranja, amarelo e verde.
No norte do Brasil, observa-se a migração de certas borboletas. Gabriel Soares, no recuado ano de 1587, refere-se a essa migração, dizendo que as borboletas “vêm às vezes de passagem no verão em tanta multidão que cobrem o ar e põem logo todo um dia em passar por cima da cidade de Salvador à outra banda da Bahia, que são nove ou dez léguas de passagem”. Bates (um dos pioneiros que viajou pela costa do Brasil) diz que viajou 80 milhas de sol a sol, no Amazonas, e todo o dia fervilhava o ar de miríades dessas borboletas que, em bandos de 3 a 8 milhas de largura, atravessavam o rio, voando todas na mesma direção (Norte a Sul).
Às vezes buscamos coisas belas — uma linda rosa, um ipê ou flamboyant floridos — e pensamos: que pena que essas belas flores têm que fenecer, murchar e secar-se!
Paulo, no texto desta manhã, nos diz uma das razões. Deus fez lindas todas as coisas, mas entrou o pecado. Assim, permitiu que este afetasse Sua criação, a fim de que começássemos a ver quão terrível é o pecado. Pois, se todas as coisas permanecessem belas, se não tivéssemos dificuldades ou doenças, concluiríamos que o pecado não é um mal tão grande. Deus permitiu que as coisas fossem afetadas para que víssemos que o pecado destrói a alma, assim como o corpo. Ele, porém, também nos dá esperança e fé de que, a seu tempo, a imarcescível beleza de novo fará morada em nosso mundo.
(Resumido de Ihering)
Para hoje: Juízes 16:4-31