| “Ele (Deus) mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas.” (Atos 17:25) |
Muitos insetos resistem durante longo tempo à asfixia por submersão; há besouros estranhos à vida aquática que só morrem após 96 horas de imersão completa. O fato explica-se pela forma como respiram: permanecendo imóvel, o inseto gasta pouco ar. Sua respiração ocorre por meio de tubos de Malpighi, que, com suas mais finas ramificações, recobrem os órgãos a que devem fornecer o oxigênio. As respectivas aberturas externas acham-se ao longo do abdome; são os estigmas, providos de lábios. Ao contrário dos outros animais, os insetos apenas
forçam a expiração do ar, dando-se a inspiração pelo simples relaxamento dos músculos. Fechados os estigmas e fingindo-se de morto, o besouro continua por longo tempo a gastar o ar contido nas múltiplas ramificações do sistema respiratório.
Abaixo estão outros fatos surpreendentes sobre esse vasto mundo:
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Uma formiga, quatro ou cinco dias depois de decapitada, ainda dá sinais de vida por meio de movimentos das extremidades.
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O peso do cérebro de um besouro corresponde a 1/3.500 do seu peso total; na abelha essa proporção é de 1/174. (No homem, o peso do cérebro corresponde a 1/40 do peso do corpo).
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A formiga saúva carrega, morro acima, morro abaixo, um grão de milho que corresponde a 20 vezes o peso de seu corpo; assim carregada, anda talvez meio quilômetro o que, em relação ao homem, equivale a muitas e muitas léguas, se tomarmos em consideração o tamanho do pequeno carregador. Um homem, no entanto, consegue carregar, apenas a curta distância, quatro vezes o peso do seu corpo.
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Os dois grandes globos oculares dos insetos são facetados e a cada uma destas minúsculas lentes hexagonais corresponde uma célula da retina. Pois há insetos cujo globo ocular tem apenas algumas centenas de lentes hexagonais e outros há em que foram contados até 25.000 desses hexágonos. Apesar disto, não é tanto pela vista, como pelo sentido do olfato, aliado a um sentido de orientação especial, que os insetos regulam sua vida.
Não é mesmo maravilhoso o modo pelo qual Deus criou tão grande variedade de vida em nossa Terra, e então deu a cada qual a sabedoria para viver?
(Resumido de Dic. dos Animais do Brasil, Rodolfo von Ihering, págs. 355 e 356.)
Para hoje: Juízes 13 e 14