professor

dez 072025
 

“Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido no Céu, há de vir assim como para o céu O vistes ir.” Atos 1:11.


Há no sul do Texas e na América Central um pássaro que sempre na primavera me traz à lembrança este texto. São as gralhas-mexicanas (ou gráculas), aves de caudas longas, até certo ponto parecidas com a nossa graúna, que se reúnem em grandes grupos durante a noite e se dispersam em pequenos bandos para se alimentarem durante o dia. Durante o período de acasalamento, entretanto, juntam-se em pequenos grupos nas grandes árvores, ou em grupos de árvores, onde constroem seus ninhos no topo das mesmas em colônias livres.

Antes, porém, de construírem os ninhos, um observador notaria uma coisa interessante. Os machos se reúnem no chão ou no topo das árvores e iniciam uma espécie de dança muito cômica, na tentativa de atrair a companheira. A parte mais curiosa desta exibição é o modo como um ou mais deles estica o pescoço subitamente, vira-o estranhamente para trás e olha na direção do céu, e fica nessa posição contemplando o azul por um bom lapso de tempo. Isto é interrompido periodicamente por um ruflar de asas e um cacarejar estridente que desafiam qualquer descrição, e que constituem um incômodo às pessoas que vivem perto, até que se acostumam com o barulho.

As fêmeas, ligeiramente menores do que o macho, de cor levemente amarronzada, ao contrário do macho, de cor negra acetinada como a nossa graúna, são evidentemente atraídas por esta cena mímica.

Os discípulos dificilmente podiam crer em seus próprios olhos quando Jesus foi elevado ao alto, muito embora lhes houvesse dito que seria recebido no alto. Eles ficaram atônitos, a contemplar Sua ascensão; e eis que nesse momento os anjos se apresentaram para perguntar-lhes por que estavam assim extasiados a olhar para cima. Jesus os havia deixado, a obra devia continuar, e eles precisavam preocupar-se com isto. Quando Jesus voltar nas nuvens, todo olho O verá. Não podemos também ficar a olhar para o céu como as gralhas-mexicanas barulhentas, pois há um trabalho a ser feito, e se formos fiéis em fazê-lo, teremos alegria de vê-Lo retornar.


Para hoje: I Coríntios 13

dez 072025
 

Existe uma frase no mundo esportivo que, de tão gasta, já virou um clichê, mas que, sob a luz fria da lógica, faz menos sentido que pedir um sorvete diet. Falo da famosa: “O perdedor vendeu caro a derrota.”

Sinceramente, se o perdedor está vendendo a derrota, quem está comprando? E, mais importante, quem em sã consciência gastaria um centavo para adquirir algo tão… derrotante?


🤔 A Lógica Invertida do Barato e do Caro

Vamos parar e pensar no mecanismo básico de qualquer transação.

  1. Você quer um produto (a Vitória).

  2. O seu adversário tem esse produto e não quer te entregar de graça.

  3. Você precisa pagar (com suor, lesões, tempo de treino e, claro, um estresse cardíaco de tirar o chapéu) para levar o item para casa.

Se o time que perdeu deu um trabalho infernal, correu como um louco e fez o vencedor suar sangue (literalmente, às vezes) até o último segundo, ele não está vendendo a derrota. Ele está encarecendo o produto do outro!

O verdadeiro paradoxo é este: o time que perdeu o jogo, mas forçou o vencedor a dar tudo de si, fez o preço da vitória disparar no mercado.


💰 O Vencedor, o Comprador Suado

O coitado do vencedor, que precisou de prorrogação, pênaltis, ou virar o placar no último minuto com um lance de gênio (ou de pura sorte), não comprou uma vitória barata. Ele pagou o preço máximo!

  • Ele comprou a vitória? Sim.

  • Ela foi barata? Não!

Portanto, a única conclusão lógica (e muito mais divertida) é:

“O perdedor não vendeu caro a derrota. Ele vendeu caro a vitória do adversário!

Ele foi um negociante astuto. Ele olhou para a vitória que estava na prateleira, colocou um monte de impostos, taxas de serviço, e uma alíquota altíssima de exaustão física e mental em cima, e disse: “Você quer este troféu? Ótimo. Mas vai ter que hipotecar a alma para levar.”


😂 Um Novo Clichê para o Esporte

Na próxima vez que você assistir a uma disputa épica e o placar for apertado, ignore a velha e ilógica frase. Adote a nova, que faz justiça ao sacrifício do perdedor e ao custo real do vencedor:

“Que jogo! O time X vendeu a vitória para o time Y a um preço extorsivo. O time Y vai ter que tomar soro por três dias para se recuperar desta ‘compra’.”

É hora de reconhecer o esforço do perdedor não como um fracasso bem-sucedido de venda, mas como uma operação de mercado brilhante que elevou o preço da glória para o máximo possível.

Afinal, na economia da superação, o vencedor é sempre o comprador, e a derrota é apenas o recibo de uma negociação inacreditavelmente cara. E o que importa não é perder, mas garantir que quem ganhe saiba exatamente o quanto custou levar a melhor.


E você?

Qual foi a vitória que você mais “comprou caro” na sua vida? Aquela que te deixou exausto, mas com um sorriso no rosto? Deixe seu comentário!

dez 062025
 

“Porque Ele vê as extremidades da Terra…. Quando deu peso ao vento, e tomou a medida das águas.” Jó 28:24 e 25.


A Terra pesa mais de 6 septilhões de toneladas. Outro modo de dizer é que ela pesa mais de 6 milhões de milhões de trilhões de toneladas. Podemos dizê-lo ainda de outro modo: escrever um 6 seguido de 24 zeros. Consegue começar a imaginar isto?

Nosso planeta gira a uma velocidade superior a mil e quinhentos quilômetros por hora, dependendo do ponto em que você esteja em relação ao equador.

Por que então não voamos para o espaço se a Terra sob nossos pés está girando a tão grande velocidade? Uma das razões, naturalmente, é a gravidade. Quanto mais pesado é um mundo, maior é sua gravidade. Assim, somos mantidos sobre nosso planeta por esta gravidade.

1206Ora, que diria você se eu lhe dissesse que o ar que cobre a Terra pesa mais de 5 quintilhões, ou 5 milhões de trilhões de toneladas? Você pode imaginá-lo escrevendo um 5 e fazendo-o seguir de 18 zeros. Sim, isto é verdade, e é a gravidade que o sustenta também.

Está surpreso em ficar sabendo que o ar tem peso? Pois Deus já no-lo disse há longo tempo no passado, conforme está em nosso texto, não é certo?

Durante milhares de anos, os cientistas não o sabiam. Então, um homem chamado Torricelli provou que o ar tinha peso, e que esse peso em qualquer parte do mundo muda de dia para dia. Os meteorologistas chamam a isto pressão barométrica.

Nós não podemos ver-nos livres do ar. Por exemplo, é muito difícil expulsar todo o ar de um espaço, criando a condição chamada vácuo absoluto. Quando o espaço vazio, ou vácuo, é aberto, o ar penetra com tanta violência como se fosse uma tormenta. Pode notar-se isto quando se abre uma lata de algum alimento conservado a vácuo. Conforme o produto é mantido em vácuo selado, ao abrir-se a lata o ar penetra com tamanha velocidade que o alimento é fortemente agitado. É o peso do ar que produz este fenômeno, em virtude da gravidade.

Nossa vida seria impossível se Deus não tivesse provido o ar e outras coisas necessárias no mundo em que vivemos. É maravilhoso pensar em como Ele cuidou de tudo ao criar a Terra para vivermos nela!


Para hoje: Romanos 12